O Google ainda vai dominar o mundo. Ele sabe o que você quer com a busca, com quem você conversa através do GTalk e GMail, aonde você vai com o Google Maps, pra quem você paga através do Google Checkout. Além disso, para onde você foi nas férias através do Picasa e quem você é no meio social através do orkut. Sabe aonde você gosta de navegar, com quem você se comunica fora do computador através do Android e ainda pelo que você interessa, com o AdSense. Eu sempre digo que o Google tem a faca e o queijo na mão: se ele quiser dominar o mundo, é muito fácil.
Mas eu admito que muitos dos serviços do Google são interessantíssimos. Eu uso o GMail, me recuso a usar qualquer outro tipo de cliente de email ou webmail para uso contínuo. Enfiei meu domínio no Google Apps e pronto.
Mas algo que eu não gostei foi o lançamento do Buzz. Todo mundo sabe que eu sou fã do Twitter: é uma rede social incrível, com uma ideia extremamente simples mas que mudou o que chamamos de comunicação. Só que, pra variar, quando algo faz sucesso, o Google copia. Foi assim com o Picasa (cópia do Flickr), com o Google Video (cópia do YouTube, que depois o Google comprou), com o GTalk (pura cópia do Skype) e o orkut, que foi feito logo após o Facebook e outras redes sociais.
Sério: o Buzz é o fim da privacidade. Todos nós sabemos que 99,99999% (pra não dizer 100%, porque sempre tem um certinho nerd Sheldon-style que desperdiça sua vida lendo essas coisas enormes) das pessoas clicam em “Eu Aceito” ou “Concordo” nos regulamentos de serviços da Web. E, com isso, ao clicar:
Quando ela aceita, automaticamente todos que aceitaram são visíveis no seu perfil. Isso é horrível. O Gmail é o que há, quem não usa ele ou é porque e da velha guarda e não se acostumou com o agrupamento de mensagens (que, convenhamos, é o máximo) ou tem emails jurássicos e não querem se desfazer da interface (tem ainda aqueles emails de que fala que tem por ter, mais fez por causa do MSN).
Imagina, por exemplo, a imagem de um jornalista? As pessoas que ele mantem contato frequente já são automaticamente adicionadas ao Buzz, e isso fica visível à todos. Um advogado? Um publicitário?
Unir email e microblog é até uma ideia bacana. Mas não passa de uma ideia: na prática, o prejuízo pode ser maior.
Ótimo post, bela teoria. Parabéns!